Espanha vence (1-0), passa em primeiro do grupo e elimina Uruguai da Copa
A Espanha venceu o Uruguai por 1 a 0 nesta sexta-feira (26), em Guadalajara, no México, e avançou à fase de 16-avos de final da Copa do Mundo como líder do Grupo H, enquanto os sul-americanos se despediram da competição. Aos 42 minutos, Álex Baena bateu fraco e contou com a colaboração do goleiro uruguaio Fernando Muslera para marcar o gol da vitória da ‘Roja’. Com o resultado, a seleção espanhola soma sete pontos na liderança da chave e terá como próximo adversário o segundo colocado do Grupo J, que será definido no sábado.
O Uruguai termina com apenas dois pontos. A Espanha e Luis de la Fuente chegam a 34 jogos oficiais sem derrota. Já o técnico do Uruguai Marcelo Bielsa teve sua segunda eliminação na fase de grupos de um Mundial, 24 anos depois de cair antes do mata-mata à frente da Argentina na edição de 2002. Com 40 anos recém-completados, Muslera participou de sua quinta Copa do Mundo, mas se despediu do torneio substituído no intervalo por Sergio Rochet depois de falhar no gol que selou a eliminação da ‘Celeste’.
O experiente goleiro não participou da campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas, mas foi o titular de Bielsa nesta Copa. Mesmo assim, Bielsa o escalou como titular para esta Copa do Mundo. “Foi uma decisão muito bem ponderada. Realizei todas as avaliações que julguei necessárias”, explicou o treinador. O argentino descreveu Muslera como “um goleiro que vem de um ano magnífico e um jogador com enorme personalidade e caráter”.
Para deixar a eliminação ainda mais dolorosa, no final do jogo o público no estádio cantou o nome de Cabo Verde, que em jogo simultâneo empatou sem gols com a Arábia Saudita e se classificou para os 16-avos em sua primeira participação em Mundiais.- Pesadelo de Muslera -Antes da partida, a imprensa uruguaia havia noticiado uma rebelião no vestiário da ‘Celeste’ contra Marcelo Bielsa.
O pesadelo de Fernando Muslera começou aos 42 minutos, quando um chute de Álex Baena escapou de suas mãos e acabou no fundo da rede. A jogada começou com Lamine Yamal, que caiu pedindo falta, e a bola sobrou para Marcos Llorente, que passou para Baena se antecipar à defesa uruguaia e finalizar. O chute saiu com pouca força, mas a bola quicou na frente de Muslera, que não conseguiu evitar o gol.
Os mais de 40 mil torcedores presentes, incluindo os uruguaios, reagiram com vaias toda vez que o goleiro tocava na bola. Muslera não retornou ao campo após o intervalo Rochet, goleiro do Internacional, entrou no seu lugar. Bielsa explicou após a partida que o próprio Muslera pediu para ser substituído. Em entrevista coletiva na véspera, o treinador previu que haveria “batalhas” entre Yamal e o defensor que uruguaio que o marcasse, mas o duelo mais intenso foi o travado entre o atacante da ‘Celeste’ Agustín Canobbio e o lateral-esquerdo espanhol Marc Cucurella.
Com suas subidas ao ataque, Cucurella, recentemente contratado pelo Real Madrid, obrigou Cannobio a recuar. Os dois trocavam empurrões e tiveram disputas físicas constantes, mesmo quando a bola não estava em jogo.- Desespero -A intensidade em campo diminuiu no segundo tempo, levando os espectadores a se entreterem com a ‘ola’ e gritos de apoio ao México. Provocando os uruguaios, os torcedores começaram a gritar “Cabo Verde, Cabo Verde”, comemorando a classificação da seleção africana em segundo lugar no Grupo H.
O desespero do Uruguai ficou evidente em uma arrancada e tentativa de cruzamento do zagueiro Mathías Olivera (64′). Nos instantes finais, o jogo ficou mais violento, com os uruguaios, se lançando ao ataque, recorrendo a faltas para conter o contragolpe espanhol. Cannobio foi expulso com cartão vermelho direto por uma entrada dura nos acréscimos (90’+5). Seus companheiros tiveram de contê-lo para evitar que ele confrontasse a arbitragem enquanto se dirigia ao vestiário.
O técnico espanhol Luis de la Fuente reconheceu que os uruguaios “nos levaram ao limite”, mas ressaltou que a Espanha fez “uma partida de altíssima exigência, com um nível extremamente elevado de concentração, responsabilidade e serenidade”.”Não estamos acostumados a disputar partidas como esta e, embora não tenhamos tido uma atuação brilhante, conseguimos estar à altura do desafio”, acrescentou ele, observando que seus jogadores, além de possuírem um alto nível de habilidade técnica, “lidam bem com o jogo físico e de contato próximo”.”Precisamos melhorar a fluidez do nosso jogo”, disse De la Fuente, pois “hoje foi muito difícil emendar três ou quatro passes.
Precisamos melhorar a circulação de bola na velocidade a que estamos acostumados”.
Sat, 27 Jun 2026 04:40:53 GMT
