Um total de 350 trabalhadores humanitários foram assassinados em 2025, incluindo 186 em Gaza e 71 no Sudão, lamentou nesta quarta-feira (19) o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).”O ano de 2025 voltou a estabelecer um triste recorde em matéria de violência contra trabalhadores humanitários, com 907 membros de equipes humanitárias mortos, feridos ou sequestrados”, afirma a instituição em um comunicado.
Segundo os números do banco de dados do centro de pesquisa de referência ‘Humanitarian Outcomes’, o balanço de mortos é levemente inferior ao de 2024, ano em que 377 trabalhadores humanitários foram assassinados. Desde o início de 2026, outros 82 foram assassinados, 97 feridos e 39 sequestrados em todo o mundo, prossegue a Ocha.”Mais de mil trabalhadores humanitários foram assassinados em apenas três anos, e isso é totalmente inaceitável”, declarou o chefe de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher. “Mas o simples fato de denunciar isso não vai protegê-los.
Os Estados devem fazer respeitar o direito internacional humanitário e usar todos os recursos ao seu alcance para proteger os civis e nossos colegas. E aqueles que violam as normas devem enfrentar as consequências”, acrescentou. A Ocha destaca em particular que “a proliferação de drones armados baratos e adaptáveis é especialmente preocupante”, já que “permite que um número cada vez maior de atores tenha acesso a um poder letal”.
No Sudão, drones armados foram responsáveis por “80% das mortes entre a população civil durante os quatro primeiros meses de 2026, atingindo em particular mercados e centros de saúde”.”Os drones militarizados se tornaram o novo rosto de um perigo antigo: o atentado deliberado ou imprudente contra vidas civis”, segundo Fletcher. “A tecnologia pode evoluir, mas as leis da guerra não mudam”, concluiu.
Wed, 19 Aug 2026 12:00:09 GMT
