Dezenas de pessoas protestaram neste sábado (17) em frente à sede da Scotland Yard para pedir “justiça” após a morte de um homem negro pelo disparo de um policial, reacendendo o debate sobre o racismo na polícia londrina.
Chris Kaba, de 24 anos, morreu em 5 de setembro pelo disparo de um policial, no sudoeste de Londres, quando o carro que dirigia era perseguido por uma patrulha.
O homem, que estava desarmado, ficou ferido e acabou morrendo no hospital.
Sua família pediu uma investigação por homicídio, perguntando-se, em nota, se Chris Kaba estaria morto “se não fosse negro”.
Reunidos não muito longe de Westminster, onde está a capela ardente da falecida rainha Elizabeth II, os manifestantes pediram “justiça” para a vítima neste sábado.
“Não levava arma.
Então, por que atiraram nele? Por que o mataram? Ia ser pai. Seu filho crescerá sem pai, por que?”, disse à AFP o escritor Chris Sibia.
Segundo a polícia, a placa do carro de Chris Kaba foi detectada por uma câmera, que indicou que se tratava de um veículo relacionado com um incidente anterior com armas de fogo.
O policial que efetuou o disparo foi suspenso e a corregedoria da polícia (IOPC) abriu uma investigação por “homicídio”.
A entidade destacou que tentaria determinar se o fato de a vítima ser negra influenciou nos acontecimentos.
A família criticou o tempo que as investigações poderiam levar, de até nove meses.
