G7 e FMI reafirmam seu compromisso de apoiar a Ucrânia

O G7 e o FMI continuarão apoiando a Ucrânia “o tempo que for necessário” para enfrentar a invasão russa e suas consequências econômicas – anunciaram os ministros das Finanças do grupo em um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira (12), após uma reunião em Washington. 

O grupo de países ocidentais garantiu ainda que continuará trabalhando em um mecanismo que permita impor um teto ao preço do petróleo russo.

Também celebrou o fato de a Austrália se somar ao apoio a esta medida, que busca limitar as capacidades financeiras do Kremlin para manter o conflito ativo.

Por sua vez, a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, anunciou durante uma conversa com o presidente ucraniano, Volodomyr Zelensky, que a instituição trabalhará na criação de um fundo permanente para coordenar a ajuda econômica.

“Seria útil se criássemos um sistema de coordenação de ajuda financeira semelhante ao criado em Rammstein para ajuda militar”, disse Zelensky, falando por videoconferência em uma reunião interministerial organizada pelo FMI e pelo Banco Mundial.

Zelensky calculou que a Ucrânia precisa de 38 bilhões de dólares para limitar seu déficit este ano.

“Sim, presidente Zelensky, vamos lançar um fórum o mais rápido possível”, confirmou Georgieva, especificando que se reuniria regularmente para coordenar a ajuda econômica à Ucrânia.

Além disso, a diretora do FMI anunciou ainda que um grupo da instituição “se reunirá imediatamente com a equipe ucraniana para determinar o quadro macroeconômico e o que isso implica em questões orçamentárias”.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, também insistiu que um “esforço coordenado e unificado do G7, das instituições financeiras internacionais e dos parceiros da Ucrânia” é necessário não apenas para ajudá-la a vencer a guerra, mas também para reconstruir o país.

No início de setembro, o Banco Mundial e a Comissão Européia estimaram as necessidades de recuperação econômica e reconstrução da Ucrânia em US$ 350 bilhões, um número que cresce à medida que a destruição do país continua.

O G7 também vem avaliando há várias semanas o estabelecimento de um teto para o preço do petróleo russo, fundamental para financiar o orçamento militar do Kremlin.

Na quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, denunciou a proposta apoiada pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

“Com suas decisões arrogantes, alguns políticos ocidentais estão destruindo a economia global e realmente representam uma ameaça ao bem-estar de bilhões de pessoas”, disse Putin em um fórum de energia em Moscou.

O Kremlin já alertou que a Rússia não entregará mais petróleo a países que estabelecerem esse limite.