Um centro de recepção dos serviços de imigração britânicos na cidade de Dover, no sul da Inglaterra, foi atacado com dispositivos incendiários neste domingo (30), atirados por um homem que foi encontrado morto pouco depois.
Investigadores da polícia de Dover notaram “que dois ou três dispositivos incendiários foram lançados em uma instalação dos serviços de imigração do Ministério do Interior”, deixando duas pessoas feridas, disse a polícia de Kent em um comunicado.
O ataque foi realizado por um único suspeito, que chegou ao local de carro. “Rapidamente”, ele foi “identificado e localizado em um posto de gasolina próximo”, explicou a polícia, que mais tarde confirmou que ele tinha sido encontrado morto.
Os agentes encontraram outro dispositivo incendiário no veículo do suspeito, acrescentou a mesma fonte.
Um vídeo postado no site Daily Mirror mostra chamas em um local que parece estar do lado de fora do centro de acolhimento.
Os migrantes que acabaram de chegar ao Reino Unido através do Canal da Mancha são alojados lá antes de serem transferidos para outro centro de recepção temporário, de acordo com a deputada conservadora local Natalie Elphicke.
“Não sabemos os motivos” do suspeito, mas este ataque ocorre num contexto de “grandes tensões” recentes devido à chegada de um número significativo de migrantes através do Canal.
As instalações continuam abertas, porém mais de 700 ocupantes foram redirecionados para outros centros durante a primeira fase da investigação.
A secretária do Interior, Suella Braverman, indicou em um tuíte que um “incidente alarmante” ocorreu e disse que estava “recebendo atualizações regulares sobre a situação”.
“Meus pensamentos estão com os afetados, a equipe incansável do Ministério do Interior e a polícia que responde”, acrescentou.
Na rádio privada LBC, ela falou de uma invasão de imigrantes em uma área residencial no último domingo, quando um deles foi “detido no quarto de uma mulher”.
Por sua parte, o secretário de Estado para a imigração, Robert Jenrick, classificou o ataque em Dover como um “grave incidente” e expressou no Twitter suas condolências aos afetados.
Também agradeceu às forças de segurança e seu “trabalho imprescindível”.
Desde o início do ano, o número de migrantes que fazem a perigosa viagem em pequenos barcos por um dos estreitos mais movimentados do mundo subiu para quase 40.000.
