Três palestinos morreram em confrontos durante a noite com as forças israelenses na Cisjordânia ocupada, que registrou um aumento da violência nos últimos meses, informou nesta terça-feira (29) o ministério palestino da Saúde.
Um palestino morreu depois de ser atingido por um tiro na cabeça em uma operação do exército de Israel em Beit Omar, perto de Hebron, cenário de grande tensão entre colonos israelenses e a população palestina, segundo o ministério.
O exército do Estado hebreu afirmou em um comunicado que abriu fogo contra pessoas que atiravam pedras e artefatos explosivos contra os soldados, cujos veículos ficaram bloqueados por um problema técnico perto de Beit Omar.
Em outro incidente, dois irmãos, Jawad e Dhafer Abdul Rahman Rimawi, de 22 e 21 anos respectivamente, morreram em uma operação israelense em Kafr Ein, perto de Ramallah, sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia ocupada, anunciou o ministério palestino.
Procurado pela AFP, o exército de Israel não comentou o incidente.
O movimento islamita palestino Hamas, que administra a Faixa de Gaza e tem partidários na Cisjordânia, afirmou em um comunicado que a “escalada” israelense terá como resposta uma “resistência crescente” dos palestinos.
A violência aumentou nos últimos meses na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.
Após os atentados letais de março e abril em Israel e ataques posteriores, o exército israelense efetuou mais de 2.000 incursões na Cisjordânia, em particular nas áreas de Jenin e Nablus (norte), redutos dos grupos armados.
As operações, e os confrontos que provocaram, deixaram mais de 125 palestinos mortos, o maior número de vítimas em sete anos, segundo a ONU.
