O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse nesta quarta-feira (26) que a China rejeitou o antigo status quo de Taiwan, reiterando que Pequim está acelerando seus planos de invadir a ilha.
As declarações ocorrem depois de o presidente chinês, Xi Jinping, ter assegurado um histórico terceiro mandato. Em Taiwan, temem que isso aumente a pressão na frente diplomática.
Blinken afirmou que o status quo de quatro décadas atrás – no qual os Estados Unidos reconhecem apenas Pequim, mas oferecem armas à ilha para se defender – “contribuiu para que não haja conflito entre os Estados Unidos e a China por causa de Taiwan”.
“O que mudou é isto: uma decisão do governo de Pequim de que o status quo não era mais aceitável, de que queiram acelerar o processo com o qual perseguiriam a reunificação”, disse Blinken em um evento da Bloomberg News.
A China optou pela “coerção e por dificultar a vida de Taiwan de diferentes maneiras, com a esperança de que isso vai acelerar a reunificação, mas também mantendo a possibilidade de usar a força para alcançar seus objetivos caso não funcione”, acrescentou.
Pequim prometeu tomar o controle da ilha de Taiwan, que considera parte de seu território.
A ilha serviu de refúgio para os nacionalistas derrotados pelos comunistas em 1949.
Os Estados Unidos mudaram o reconhecimento de Taipé para Pequim em 1979 e agora apenas 14 países reconhecem Taiwan.
