A França repatriou nesta quinta-feira 15 mulheres e 40 crianças que estavam detidas em campos de prisioneiros jihadistas no nordeste da Síria, anunciou o ministério das Relações Exteriores.
“Os menores de idade foram entregues aos serviços de ajuda à infância e receberão acompanhamento médico-social. Os adultos foram entregues às autoridades judiciais competentes”, afirma um comunicado ministerial.
Esta é a maior operação de repatriação para a França do tipo em três meses.
Entre os menores de idade estão sete órfãos ou crianças sem responsáveis, informou a Procuradoria Nacional Antiterrorista (Pnat).
As mulheres integram o grupo de francesas que viajaram voluntariamente aos territórios controlados pelos grupos extremistas na região entre o Iraque e a Síria e que foram capturadas após a queda do grupo Estado Islâmico (EI) em 2019
Algumas crianças nasceram na região.
Três detidas, que eram alvos de mandados de prisão, comparecerão ao longo do dia a uma audiência com um juiz de instrução.
As demais, que eram procuradas, estão sob custódia policial.
Quase 300 menores de idade franceses que estiveram em áreas de operação de grupos extremistas retornaram para a França, 77 deles por meio da repatriação, informou no início de outubro o ministro da Justiça. Éric Dupond-Moretti.
Diante da rejeição da opinião pública, a França organizou durante muito tempo uma repatriação a conta-gotas, mas o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (CEDH) condenou o país em setembro por não atender de maneira adequada as demandas das famílias.
O Coletivo de Famílias Unidas celebrou em um comunicado uma “excelente notícia, que parece confirmar o fim da política de ‘caso por caso'” e pediu ao governo que prossiga “até o fim”.
Em julho, as autoridades responsáveis pela luta antiterrorista afirmaram que mais de 100 mulheres e quase 250 crianças permaneciam nos campos sírios.
