A primeira-ministra italiana, a ultradireitista Giorgia Meloni, anunciou nesta terça-feira (20) o envio de 500 soldados a Milão até o fim do ano, após os saques e confrontos ocorridos no fim de semana entre a polícia e manifestantes. Meloni declarou, em um vídeo divulgado no X, que uma reunião de gabinete aprovou medidas para facilitar a detenção de menores, impor multas aos seus pais por quaisquer danos causados e tipificar o crime como “participação violenta em uma manifestação”. “Protestar é um direito.
Destruir nossas cidades, não”, escreveu no X. Centenas de manifestantes foram detidos durante dois dias de distúrbios em Milão, no sábado e no domingo, e dezenas de agentes ficaram feridos. Várias lojas de luxo na capital da moda italiana foram saqueadas. Alguns estabelecimentos comerciais permaneceram fechados, retiraram artigos de suas vitrines ou reforçaram as medidas de segurança. Novas manifestações estão previstas para o fim de semana.
No entanto, a mídia italiana informou que o conselho de gabinete não aprovou a concessão de poderes policiais a soldados, como se esperava, devido à oposição do presidente Sergio Mattarella. Meloni enfrenta eleições no próximo ano e espera-se que a economia, a segurança e a imigração sejam os temas centrais da campanha. Antes da reunião, o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, classificou os distúrbios como “vergonhosos”. A primeira-ministra afirmou, no sábado, que os responsáveis pelos atos violentos são “vândalos que aproveitam as manifestações para semear o caos, atacar aqueles que garantem a segurança e fazer cidades inteiras de reféns”. Estudantes do ensino médio e universitários, agricultores e caminhoneiros lideram protestos em todo o país, principalmente contra o aumento do custo de vida.
Tue, 20 Oct 2026 18:35:30 GMT
