Novos confrontos entre manifestantes e policiais na Albânia

Manifestantes e a tropa de choque da polícia entraram em confronto nesta quarta-feira (14) na capital da Albânia pelo segundo dia consecutivo, em meio a protestos estudantis que exigem melhores condições nas universidades e a renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama. Desde o fim de maio, os manifestantes se opõem a um projeto de hotel de luxo em uma reserva natural costeira ligado à filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Ivanka, e seu marido, Jared Kushner. O projeto alimentou a indignação diante da suposta corrupção e da falta de transparência do governo.

Os estudantes ecoaram estas reivindicações, mas afirmam que seu protesto de terça-feira foi contra as condições nas universidades, o preço das mensalidades e a falta de apoio aos jovens. Durante várias horas, a polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo enquanto os manifestantes atacavam prédios governamentais e estabelecimentos comerciais de Tirana. Os participantes dos protestos lançaram paralelepípedos e coquetéis molotov, incendiaram contêineres e usaram grades da rua para erguer barricadas.

Também atacaram o Ministério das Finanças, onde alguns chegaram a entrar brevemente. Os jovens seguiram em direção ao gabinete do primeiro-ministro, onde lançaram pedras contra o prédio e contra os policiais, que responderam com canhões de água. Segundo o Ministério da Saúde, seis policiais, oito manifestantes, três jornalistas e dois pedestres precisaram de atendimento médico na terça-feira.

Dezesseis pessoas foram presas. A União Europeia expressou preocupação com o que descreveu como uma “escalada violenta no protesto em Tirana”. A Albânia quer aderir ao bloco e espera concluir as negociações em 2027.bme/ljv/al/sbk/erl/jvb/yr/mvv 

Wed, 14 Oct 2026 18:56:56 GMT