Budapeste, a chamada “porta do Leste” da Europa, abrirá as cortinas para a glória neste sábado (30), seja para o Paris Saint-Germain, que quer o bicampeonato, ou para o Arsenal, que busca seu primeiro título de Liga dos Campeões. Parisienses e londrinos, campeões de suas respectivas ligas e os últimos sobreviventes de uma competição que começou em setembro do ano passado com 36 equipes, vão se enfrentar na Puskás Arena, na capital húngara, a partir das 13h (horário de Brasília).
O PSG de Luis Enrique quer sua segunda Champions consecutiva e igualar o feito do Real Madrid de Zinedine Zidane, único time a vencer o torneio de forma consecutiva (2016, 2017 e 2018) sob o nome atual. Os ‘Gunners’, campeões ingleses depois de 22 anos, querem levar para sua sala de troféus a cobiçada ‘Orelhuda’ e virar definitivamente a página das últimas quatro finais europeias perdidas desde o título da Recopa em 1994.
Uma delas foi a final da Champions de 2006 contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, num jogo que o Arsenal disputou com um homem a menos quase desde o início e no qual, apesar de terem saído na frente, acabou não resistindo nos momentos finais do confronto.- Sem pressão -Para exorcizar esses fantasmas, a equipe de Mikel Arteta deu o primeiro passo ao conquistar o Campeonato Inglês após três vices seguidos.
Essa conquista pode aliviar a pressão sobre os jogadores, que estão cientes de que, independentemente do resultado em Budapeste, vivenciarão uma celebração em Londres na semana que vem, diante de seus torcedores.”A ambição é ainda maior. Conquistamos um título e agora queremos o segundo”, afirmou Arteta em entrevista coletiva na véspera da partida. Além dessa motivação, o Arsenal tem recursos para garantir que o status de favorito do PSG permaneça apenas “leve”, como a solidez de sua defesa, que ostenta o feito de ter sofrido apenas seis gols em suas 14 jogos nesta Champions (em comparação aos 22 sofridos pelo time francês).
Os ‘Gunners’ chegam à final invictos, tendo completado a primeira fase com oito vitórias em oito jogos. Com a chave do ferrolho nas mãos do brasileiro Gabriel Magalhães e do francês William Saliba na zaga e com o goleiro espanhol David Raya sempre alerta nas raras ocasiões em que é obrigado a intervir, o Arsenal tem a bola parada como sua principal arma ofensiva. É aqui que surge a figura de Declan Rice e a precisão de seu pé direito.
O jogador da seleção inglesa é considerado por Arteta como o “farol” da equipe.”Chegar à final é uma coisa, um feito! Mas vencê-la…”, declarou Rice recentemente em uma entrevista à Uefa.- Possível recorde de gols -Mas se existe um time na Europa com potencial ofensivo suficiente derrubar a muralha londrina, é o PSG, com seus 44 gols em 16 jogos nesta Champions, a apenas um gol de igualar o recorde estabelecido pelo Barcelona na temporada 1999/2000.”Eles são um time que também marca gols, e nós somos um time que também defende bem”, ressaltou Luis Enrique nesta sexta-feira.
Enquanto o Arsenal tem mantido um progresso constante nos últimos anos, alcançando as quartas de final, a semifinal e a final nas últimas três edições da Champions, o PSG também demonstra um crescimento consistente, fundamentado em um estilo de futebol ofensivo, que contrasta fortemente com o rigor tático característico dos ‘Gunners’.”Mostramos que podemos vencer qualquer time, desde que joguemos o nosso próprio estilo e nos entreguemos por completo em campo”, observa o atacante georgiano Khvicha Kvaratskhelia, que marcou dez dos 45 gols do PSG nesta campanha da Champions.
Embora não esteja na Copa do Mundo, um título no sábado reforçaria a candidatura de “Kvaradona” para suceder Ousmane Dembélé, seu companheiro de time, como vencedor da Bola de Ouro. Dembélé, assim como o lateral marroquino Achraf Hakimi, parecem ter deixado para trás seus recentes problemas físicos, e tudo indica que ambos serão titulares no sábado. As lesões, a pré-temporada atípica, interrompida pela Copa do Mundo de Clubes, e a passagem pelos playoffs das oitavas de final desta Champions parecem agora memórias distantes para uma equipe que chega ao jogo do ano em sua melhor forma e mais descansada do que o Arsenal, que teve que suar a camisa até a última rodada do Campeonato Inglês.- Escalações prováveis:Paris Saint-Germain: Matvey Safonov – Achraf Hakimi, Marquinhos (cap.), William Pacho, Nuno Mendes – João Neves, Vitinha, Fabián Ruiz – Désiré Doué, Ousmane Dembélé, Khvicha Kvaratskhelia.
Técnico: Luis Enrique. Arsenal: David Raya – Cristhian Mosquera, William Saliba, Gabriel Magalhães, Riccardo Calafiori – Declan Rice, Myles Lewis-Skelly – Bukayo Saka, Martin Odegaard (cap.), Gabriel Martinelli – Kai Havertz. Técnico: Mikel Arteta.
Fri, 29 May 2026 20:02:29 GMT
