Roberto Mancini é o novo técnico da seleção italiana
Após 24 horas turbulentas, o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, anunciou, nesta terça-feira (28), o retorno de Roberto Mancini como técnico e a chegada de Claudio Ranieri como diretor técnico, duas nomeações que visam encerrar a crise enfrentada pela ‘Nazionale’, que ficou de fora das últimas três Copas do Mundo.”Hoje temos um novo técnico e um novo diretor técnico”, comemorou Malagò, na esperança de pôr fim a mais uma crise da ‘Azzurra’.
Paolo Maldini, que atuou como diretor técnico da Federação de 11 de julho até esta terça-feira, e seu assistente, o ex-jogador brasileiro Leonardo, haviam tentado inicialmente uma cartada ousada ao sondar o espanhol Pep Guardiola, sem clube desde que deixou o Manchester City ao final da temporada. O próprio Malagò confirmou essas conversas e indicou disposição para aumentar o orçamento destinado à contratação de um técnico, caso fosse necessário para garantir a vinda do treinador catalão.
Após a recusa de Guardiola, Maldini e Leonardo focaram em Andrea Pirlo, ex-craque da seleção italiana.- Conflito de opiniões por Pirlo -Na segunda-feira, Pirlo anunciou em sua conta do Instagram que não era mais “candidato ao cargo de treinador principal” e lamentou que “uma decisão baseada em critérios esportivos rapidamente se transformou em uma controvérsia pública na qual me foram atribuídas intenções e ideias que não refletem minha personalidade”.
Os nomes seguintes na lista eram Antonio Conte e Roberto Mancini, ambos com experiência no comando da ‘Nazionale’, mas nenhum dos dois era desejado por Maldini. O conflito entre Malagò e Maldini sobre a escolha do treinador levou este último, que havia sido nomeado em 11 de julho, a apresentar sua renúncia.”Cheguei à conclusão de que a pessoa que deveria ser o técnico da seleção (…) era Roberto Mancini”, declarou o chefe da FIGC, anunciando que tanto Mancini quanto Ranieri serão apresentados à imprensa na quarta-feira.
Assim, o sucessor de Gattuso no comando da seleção italiana será Roberto Mancini, que levou a ‘Azzurra’ ao título da Eurocopa em 2021. Essa conquista foi um oásis no deserto para a tetracampeã mundial (1934, 1938, 1982, 2006) após ficar de fora de três edições consecutivas do principal torneio internacional.- Arrependimento e retorno -No entanto, a saída de Mancini não deixou boas lembranças na federação e nem entre os torcedores: o técnico de 61 anos pediu demissão repentinamente do comando da seleção italiana no verão de 2023 para atender ao chamado da Arábia Saudita, uma decisão tomada em um momento delicado para a equipe, durante as Eliminatórias para a Eurocopa de 2024.”Se eu pudesse voltar no tempo, não tomaria novamente a decisão de deixar a ‘Nazionale’, pois treinar esta equipe é a melhor coisa do mundo”, lamentou Mancini em uma emissora pública italiana no final de 2024.
Sob o comando de Luciano Spalletti, a Itália iniciou as eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2026, mas o ex-treinador do Napoli acabou demitido após uma dura derrota por 3 a 0 para a Noruega, que comprometeu as chances da equipe. Foi então que Gennaro Gattuso chegou ao comando. Apesar de alcançar uma certa estabilidade, ele não conseguiu reverter a situação, e a Itália foi novamente relegada à repescagem em sua tentativa de classificação para a Copa do Mundo de 2026. Após cair nessa mesma fase contra a Suécia em 2017 e a Macedônia do Norte em 2022, a Itália ficou fora da Copa do Mundo mais uma vez ao perder a final da repescagem para a Bósnia e Herzegovina.
Esse desastre custou os cargos de Gattuso, do gerente geral da seleção Gianluigi Buffon e de Gabriele Gravina, que ocupava a presidência da FIGC desde 2018. Quatro meses depois, a Itália conta agora com um novo trio de comandantes com a árdua tarefa de recolocar na elite do futebol internacional uma seleção que está com a honra ferida.
Tue, 28 Jul 2026 20:59:45 GMT
