O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou-se nesta terça-feira favorável à proibição das exportações de diesel, após os preços dispararem devido à guerra no Oriente Médio.”Também defendi isso. Disse para não enviarmos diesel. Produzimos muito. Isso poderia ter um pequeno efeito na gasolina comum”, indicou o presidente, paralelamente à Assembleia Geral da ONU.
O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, disse na semana passada que estava “aberto” a uma proibição, se ela pudesse “aliviar a pressão sobre os preços”. Estados Unidos e Israel iniciaram em fevereiro a guerra, com ataques contra o Irã, que, em resposta, expandiu o conflito no Oriente Médio. O consequente aumento nos preços dos combustíveis tornou-se uma questão política nos Estados Unidos, onde os republicanos temem uma derrota nas eleições de meio de mandato, em novembro.
O diesel, que bate recordes diários, é usado principalmente por caminhoneiros e agricultores, um alvo eleitoral de Trump.”Estamos estudando se isso é viável em função da capacidade global de refino, e se uma proibição total ou parcial seria eficaz”, disse hoje o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Os Estados Unidos são o maior produtor e consumidor mundial de petróleo.
Em junho, exportavam diariamente mais de 1,4 milhão de barris de produtos destilados, categoria que inclui principalmente o diesel, segundo dados da Agência de Informação de Energia americana.
Tue, 22 Sep 2026 21:48:14 GMT
