O partido social-democrata do chanceler alemão Olaf Scholz venceu neste domingo (9) uma importante eleição regional na Baixa Saxônia, segundo estimativas das redes de televisão.
De acordo com as emissoras ARD e ZDF, os social-democratas conseguiriam 33% dos votos neste estado regional, o segundo maior da Alemanha, que lideram desde 2013 em coalizão.
Por sua vez, o partido conservador da ex-chanceler Angela Merkel alcançaria 28% dos votos, segundo as mesmas fontes.
Esta eleição era “muito importante” para Scholz porque era vista como um “referendo sobre a política do governo” diante da guerra na Ucrânia e da crise energética, explicou o cientista político alemão Karl-Rudolf Korte à emissora ZDF.
Apesar de liderar as eleições, ambas as formações perderam peso em relação à eleição anterior, em 2017, enquanto a extrema direita avançou até obter 11,5% dos votos, o dobro de 5 anos atrás.
Os líderes da extrema direita alemã defendem uma aproximação com o presidente russo Vladimir Putin, sob a alegação de que a Alemanha não pode prescindir do gás russo.
No sábado, milhares de simpatizantes dessa corrente política se reuniram em uma manifestação em Berlim contra o aumento dos preços.
Os ecologistas, membros da coalizão de governo de Scholz, também avançaram com força, com mais de 14% dos votos, um aumento de mais de 5 pontos.
Em termos de cadeiras, os social-democratas e os ecologistas poderiam formar uma maioria no parlamento regional que substituiria a atual coalizão do Partido Social-Democrata (SPD, centro-esquerda) e da União Democrática Cristã (CDU, conservadores).
Mais de seis milhões de eleitores foram chamados a votar.
“A campanha foi completamente ofuscada pela questão energética.
Nesse contexto, o pleito serve como uma enquete em grande escala” para o governo Scholz, disse à AFP a cientista política Ursula Münch.
A inflação atingiu 10% em setembro no país, o maior patamar em 70 anos. A alta dos preços é a primeira preocupação dos alemães, segundo pesquisa recente da Ipsos.
Scholz anunciou recentemente um plano de 200 bilhões de euros para limitar o aumento dos preços do gás, atraindo críticas de seus parceiros europeus.
Com a popularidade em queda, vencer estas eleições representa um sinal de esperança para o chanceler, que sofreu revezes eleitorais em outras partes do país.
