Ancelotti garante que Seleção Brasileira “é resiliente e vai melhorar”

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, disse nesta quinta-feira (18) que sua equipe é “resiliente” e que vai melhorar na partida contra o Haiti, nesta sexta-feira, na Filadélfia, seu segundo duelo na Copa do Mundo de 2026. Com Neymar novamente fora de combate devido a uma lesão na panturrilha direita, a seleção canarinho espera reencontrar o caminho certo após um empate pouco convincente de 1 a 1 contra o Marrocos, na estreia pelo Grupo C, no último sábado. “Começar bem é importante em uma Copa do Mundo, mas o mais importante é que a equipe, mais do que ser perfeita, precisa ser resiliente”, disse o italiano em entrevista coletiva no Lincoln Financial Field. “É preciso ser resiliente quando as coisas não vão bem.

Não se pode desistir quando as coisas não saem como o esperado. Acredito que a equipe é resiliente e vai melhorar”, acrescentou. O treinador de 67 anos reconheceu mais uma vez o desempenho ruim de sua equipe na estreia e mencionou que poderá fazer “algumas mudanças” na escalação inicial. “A autocrítica dos jogadores foi construtiva. Trabalhamos nos últimos dias para corrigir isso [a estreia ruim] e acredito que vamos conseguir.

Mais cedo ou mais tarde, vamos resolver a situação. Continuo confiante de que esta equipe será competitiva na Copa do Mundo”, afirmou. Ele sustentou que não tem interesse em que o Brasil tenha uma identidade única e fixa. Em vez disso, espera que a equipe seja versátil o suficiente para lidar com diferentes adversários e situações de jogo. “Minha equipe precisa ser capaz de fazer muitas coisas.

Quero que meu time defenda em bloco baixo, ataque, aproveite a qualidade dos jogadores, seja agressivo no ataque, recue as linhas e defenda a própria área”, observou. Ancelotti afirmou que o jovem atacante Endrick é um “talento extraordinário” mas precisa de mais tempo para se firmar na seleção. O técnico italiano tem dado pouco tempo de jogo à jovem promessa, apesar da excelente temporada no Lyon que garantiu seu retorno ao Real Madrid. “Ele é paciente, não tem pressa e é muito maduro para a sua idade.

Além disso, sua família é muito próxima dele. Esse é um aspecto fundamental para um jogador jovem”, declarou. ‘Carletto’ também elogiou o Haiti, que no papel é a equipe mais fraca do grupo e que fez um jogo duro contra a Escócia (perdendo por 1 a 0) em seu retorno à Copa do Mundo após uma ausência de mais de cinco décadas, desde a Copa da Alemanha Ocidental em 1974. “Foi um jogo muito equilibrado.

O Haiti mostrou ter atributos físicos e ser uma equipe bem organizada… É um adversário que devemos respeitar”, afirmou.- Trabalho com bola aérea -Já o zagueiro Gabriel Magalhães afirmou que compartilhou com seus companheiros técnicas de bolas paradas, que foram fundamentais para o sucesso do Arsenal na Premier League.”Não há tanto tempo para trabalhar esses aspectos como no clube, mas tento ajudar da maneira que posso para que possamos marcar gols de bola parada, pois sabemos que elas realmente podem mudar o jogo”, disse ele. O zagueiro de 28 anos afirmou ter chegado à concentração da seleção com a cabeça tranquila, apesar de ter perdido o pênalti decisivo pelos ‘Gunners’ que acabou dando o título da Champions League ao PSG. Após o erro, ele foi imediatamente consolado por Marquinhos, capitão tanto do time francês quanto da Seleção Brasileira, gesto que estreitou ainda mais o carinho de Magalhães pelo colega de defesa. “Quem cobra é quem precisa lidar com as consequências, mas estou feliz por estar na Seleção, representando meu país e com a cabeça tranquila”, disse ele. Depois de enfrentar a seleção caribenha, o Brasil vai encerrar a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24 de junho, em Miami.

Fri, 19 Jun 2026 00:34:31 GMT