O Paris Saint-Germain conquistou a Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo neste sábado (30) ao derrotar o Arsenal por 4 a 3 nos pênaltis após um empate em 1 a 1 nos 120 minutos na final disputada na Puskás Arena, em Budapeste. Em uma partida marcada por um futebol pouco vistoso, mas repleta de drama, o atacante alemão Kai Havertz abriu o placar para os ‘Gunners’ logo aos seis minutos, enquanto o vencedor da Bola de Ouro, Ousmane Dembélé, empatou para o time do técnico Luis Enrique no segundo tempo convertendo um pênalti cometido por Cristhian Mosquera sobre Khvicha Kvaratskhelia (65′). Com o placar permanecendo inalterado na prorrogação, um pênalti perdido pelo zagueiro da seleção brasileira Gabriel Magalhães impediu o Arsenal de conquistar o que seria um título inédito e uma histórica ‘dupla coroa’ Premier League-Liga dos Campeões dando ao PSG a segunda ‘Orelhuda’ da história do clube.
O time da capital francesa repete, assim, o feito do Real Madrid — último clube a conquistar dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões —, embora o time madrilenho na época comandado por Zinédine Zidane, tenha ido além, ao vencer três edições seguidas entre 2016 e 2018. Após uma campanha impressionante e vitórias sobre gigantes como Liverpool e Bayern de Munique, os parisienses finalmente furaram a defesa dos ‘Gunners’, equipe que havia sofrido apenas seis gols na Liga dos Campeões nesta temporada, antes da final. Tendo já vencido a Supercopa da Uefa, a Copa Intercontinental, a Supercopa da França e seu 14º título do Campeonato Francês, os comandados de Luis Enrique levam, assim, mais um troféu para sua galeria de conquistas desta temporada. Por sua vez, o espanhol assegura seu terceiro título da Liga dos Campeões como treinador, somando-se aos triunfos de 2015 (no comando do Barcelona) e 2025, com o PSG. Com isso, Luis Enrique se junta a Pep Guardiola, Bob Paisley e Zinédine Zidane no grupo de tricampeões.
O recorde absoluto pertence ao italiano Carlo Ancelotti, com cinco títulos.”Acho que as duas equipes mereciam vencer esta partida, mas, se eu olhar para toda a temporada e para todas as dificuldades em relação ao calendário, acho que nós merecemos vencer esta Liga dos Campeões”, afirmou Luis Enrique em coletiva de imprensa.- Arsenal abre o placar -A conhecida resiliência do técnico espanhol em superar adversidades contagiou seus jogadores, garantindo que a equipe não desmoronasse quando — apenas seis minutos após o apito inicial — o atacante alemão Kai Havertz colocou o Arsenal em vantagem. Uma tentativa de corte do capitão do PSG, Marquinhos, desviou em Leandro Trossard e a bola sobrou para Havertz, que se viu livre de marcação no lado direito da grande área de Matvey Safonov.
Ele superou o goleiro disparando um chute de pé esquerdo no canto (6′). Foi o sexto gol do alemão nesta campanha da Liga dos Campeões, uma das apostas de Arteta na escalação titular, no lugar de Gyökeres. Havertz foi o autor do gol do título do Chelsea em 2021, na final contra o Manchester City. Embalados pela conquista recente do título da Premier League, os ‘Gunners’ de Mikel Arteta iniciaram sua campanha na imperial cidade húngara apoiando-se em duas de suas armas mais reconhecíveis: a exploração implacável dos erros dos adversários e uma defesa impenetrável.
Essa estratégia lhes permitiu chegar ao intervalo em vantagem contra um PSG que dominou a posse de bola, mas faltou ser incisivo para realmente ameaçar o goleiro David Raya. Os londrinos não poderiam ter sonhado com um roteiro melhor. Uma teia defensiva, paralisações de jogo – como quando houve um choque acidental de cabeça que deixou Safonov atordoado por vários minutos — e uma grande atuação de Cristhian Mosquera, outra novidade na equipe titular, que brilhou ao neutralizar Kvicha Kvaratskhelia, a principal ameaça de gol do Paris Saint-Germain nesta temporada.- PSG reage -A tarefa de buscar a virada parecia assustadora para os comandados de Luis Enrique, diante de uma equipe que havia sofrido apenas seis gols em suas 14 partidas anteriores nesta campanha da Champions League — uma sequência na qual se manteve invicta —, sem sofrer gols em nove desses jogos. No entanto, no segundo tempo, os parisienses elevaram o nível de seu jogo, ao passo que a equipe inglesa começou a deixar mais espaços na retaguarda, sem motivo aparente. O menor sinal de fraqueza contra um time com tantos recursos ofensivos como o PSG cobra um preço alto.
E assim, Mosquera se viu obrigado a derrubar ‘Kvaradona’ dentro da grande área. Candidato à Bola de Ouro, Dembélé não desperdiçou a chance diante de Raya e converteu. O PSG continuou pressionando, mas a trave impediu o gol após um contra-ataque puxado por Bradley Barcola, e depois um chute de Vitinha passou raspando por cima do travessão. Com Dembélé já fora de campo, forçado a sair devido a um desconforto físico, o placar permaneceu inalterado durante a prorrogação. Nas penalidades máximas Eze e Nuno Mendes perderem suas cobranças para o Arsenal e o PSG, respectivamente. No chute decisivo, o zagueiro Gabriel Magalhães isolou a bola, mandando por cima do travessão.
Mais uma decepção para o Arsenal e sua torcida, que volta à ‘realidade’ dez dias após conquistar seu primeiro título do campeonato inglês em 22 anos. Do lado parisiense, a festa tomou conta da euipe e da torcida. “Desde o primeiro dia da temporada, o treinador nos disse que vencer é difícil, mas vencer duas vezes é ainda mais difícil. Hoje fomos um time completo”, comemorou o zagueiro brasileiro Marquinhos, que consolou seu companhdiro de seleção Gabriel Magalhães logo após ele ter perdido o pênalti decisivo. O técnico Mikel Arteta elogiou o time adversário. “Quero parabenizar o PSG e, em particular, o Luis (Enrique), porque, na minha opinião, eles são os melhores do mundo”.
Antes da partida, a torcida do PSG exibiu um mosaico com a imagem de um jogador sem rosto segurando firmemente a ‘Orelhuda’, o troféu da Liga dos Campeões, com o lema: “Uma cidade inteira a protege”. Mais de 120 minutos e dez pênaltis depois, o troféu permanecia nas mesmas mãos… pelo menos até 2027.
Sat, 30 May 2026 22:15:10 GMT
