Entre 600 mil e 1,6 milhão de pessoas protestaram na França por melhores salários
Quase 600 mil pessoas protestaram nesta quinta-feira (5) na França para exigir um aumento dos salários e do poder aquisitivo, uma contagem provisória do Ministério do Interior, que o sindicato CGT elevou para cerca de 1,6 milhão. Este dia de greve e manifestação é o mais recente de uma série de protestos sociais que abalam a França desde meados de setembro, como os dos estudantes, que reivindicam melhores condições de aprendizado, e os convocados pelos “coletes amarelos” contra o custo de vida.
As manifestações, algumas marcadas por distúrbios e saques, como a de 17 de outubro, abalam os últimos meses da presidência de centro-direita de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio. Até as 17h00 (13h00 em Brasília), quase 600 mil pessoas participaram dos protestos, segundo o Ministério do Interior. O CGT, um dos sindicatos organizadores, anunciou, por sua vez, quase 1,6 milhão de manifestantes.
Em ambos os casos, trata-se da maior mobilização em um único dia desde o início dos protestos sociais em setembro. Os sindicatos pedem um reajuste do salário mínimo profissional, um aumento geral dos salários, maior justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos. Também apoiam os estudantes do ensino médio que reivindicam melhores condições de estudo. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, convocou para segunda-feira uma “conferência social” com sindicatos e entidades patronais “destinada a oferecer respostas às questões do poder aquisitivo e dos salários”, indicou seu gabinete em comunicado.
A perda do poder de compra, simbolizada pelo aumento dos preços dos combustíveis, está no centro do crescente mal-estar social, mas o governo dispõe de uma margem de manobra limitada, sobretudo porque busca sanear as contas públicas com um forte ajuste fiscal em 2027.
Thu, 05 Nov 2026 17:31:04 GMT
