Governo britânico defende que proibição da Palestine Action é a única medida “eficaz”
O governo britânico defendeu, nesta quinta-feira (5), perante a Suprema Corte, a proibição do grupo Palestine Action, classificado como terrorista em julho de 2025, ao afirmar que essa era a única medida “eficaz” para conter uma organização que considera violenta. No segundo dia de audiências sobre o recurso apresentado pelo Palestine Action contra a proibição, o advogado do Ministério do Interior britânico, James Eadie, argumentou que a Justiça não havia cometido qualquer erro ao considerar que o grupo recorria a uma “violência ilegal semelhante ao terrorismo”.
Eadie também afirmou que o Palestine Action não é, de forma alguma, um “grupo de ação não violenta e transparente”, e rejeitou a ideia de que a organização seja herdeira de uma “longa e honrosa tradição de desobediência civil” no Reino Unido. O advogado destacou ainda que os “graves danos materiais” podem ser considerados, por si só, atos de terrorismo, mesmo quando não há danos pessoais, rebatendo um dos argumentos apresentados pelo grupo.
Diante da “natureza clandestina” das ações do Palestine Action, ele sustentou que nenhuma outra medida teria “eficácia equivalente” à proibição. Desde que a medida entrou em vigor, cerca de 4.200 pessoas foram detidas por manifestar apoio ao grupo, segundo a Defend Our Juries, organização responsável por convocar essas manifestações. A proibição do Palestine Action foi estabelecida em julho de 2025, após diversos atos de vandalismo, entre eles uma invasão a uma base da Real Força Aérea britânica, naquele mesmo ano, e um ataque contra as instalações da empresa israelense de armamentos Elbit Systems, em agosto de 2024.
Thu, 05 Nov 2026 16:34:03 GMT
